Mulheres brasileiras na Ciência

As ciências exatas vêm atraindo cada vez mais mulheres. Segundo um levantamento de 2006 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), 48% dos(as) pesquisadores(as) brasileiros(as) são do sexo feminino. Entre os(as) coordenadores(as) e participantes de grupos de pesquisa, elas correspondem a 42% em engenharia química; 38% em probabilidade e estatística; e 19% em física.Pensando nisso, o Ministério da Ciência e Tecnologia instituiu neste ano uma parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a fim de desenvolver programas relacionados a questões de gênero.

Entre os(as) 417 titulares da Academia Brasileira de Ciências (ABC), 44 são mulheres. Apesar da diferença, elas desenvolvem importantes trabalhos na área, e foram pioneiras em muitas áreas. Ainda assim, a participação feminina na ABC ainda é recente. Há 40 anos, elas representavam apenas 4,2% do total.

O presidente da ABC, o matemático Jacob Palis, foi um dos que batalhou pela criação da versão brasileira do Prêmio L’oreal / Unesco para mulheres cientistas, que já está na terceira edição e, hoje, também contempla jovens cientistas e oferece bolsas de 20 mil dólares. “A participação das mulheres nas ciências exatas está crescendo, mas lentamente”, constata Jacob, que também é presidente do júri.

 

* fonte: Clipping da Mulher

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