Informática: um mercado para diferentes talentos

Tecnologia da informação (T.I.) faz parte da sua vida, mas você saberia dizer como ou onde? São tantas aplicações, todas muito próximas de nós. Hoje a coluna “Emprego SA” mostra que esse mercado, que não pára de crescer, tem vagas para profissionais de formações diversas. Valter Gonçalves era lavrador e hoje é universitário. “Não tinha mexido em computadores, nunca tinha nem visto, só em televisão e vídeo. Hoje eu trabalho na engenheira de produtos da empresa e faço faculdade de sistema de informação. Cada dia procuro melhorar mais”, conta o técnico.

Foi uma mudança radical na vida do baiano Valter Gonçalves. Hoje ele estuda para aproveitar as oportunidades que viu surgir e se junta a milhares de brasileiros que já trabalham na montagem de máquinas, ou no atendimento ao cliente ou ainda no desenvolvimento de sistemas. Em comum, eles têm uma ferramenta: a tecnologia da informação, o nome oficial de um setor que você conhece bem mais do que imagina.

“Você não precisa ir ao banco hoje para fazer uma transferência entre contas. Você pode acessar a internet e fazer sua transferência. Isso é feito por sistemas de informática e por pessoas que implantaram isso. As eleições hoje do Brasil é feita e você apura algumas horas depois. Isso é tecnologia da informação. Quando você informa seu Imposto de Renda, você está usando um dos mais avançados sistemas de TI”, explica o presidente da BRQ, Benjamin Quadros.

Com tantas utilidades, o número de vagas nessa área cresce e acompanha o ritmo acelerado do desenvolvimento da tecnologia e do país. É da Bahia, por exemplo, que saem 20% dos aparelhos eletroeletrônicos produzidos no Brasil. São 60 fábricas já instaladas. Outras quatro vão ser inauguradas nos próximos meses no Pólo de Informática de Ilhéus.

“A área de tecnologia da informação é infra-estrutura básica de todas as empresas. Por isso que é um setor de inteligência, é um setor de inteligência e de alto valor agregado que emprega muita gente e está crescendo muito”, acrescenta o presidente da BRQ, Benjamin Quadros.

Mas um gargalo impede um avanço ainda maior: a falta de gente qualificada no mercado. O desafio de quem contrata é mostrar que o setor não tem desemprego e paga bem. Um técnico em informática recebe, em média, R$ 2 mil. Um engenheiro começa com R$ 4 mil e pode chegar a R$ 12 mil em média.

“Você tem que ter um elemento interessante para atrair essas pessoas. Existe uma disputa grande, as pessoas têm várias opções e é preciso ter uma estratégia de atração interessante para esses mercados”, afirma o diretor-geral da Chemtech, Luiz Eduardo Rubião.

Para atrair os profissionais especializados, tem empresa oferecendo recompensa. Funciona assim: um profissional indica um amigo. Se o amigo for contratado, quem indicou ganha um prêmio. O esquema faz sucesso.

“Indiquei sete pessoas, sendo que três foram contratadas. Ganhei R$ 600 em vale-presentes”, disse o gerente de projeto Adilson Espírito Santo.
A iniciativa virou uma eficiente forma de contratação.

“Tem uma vaga na nossa filial de Brasília que um único funcionário indicou 30 outros profissionais. Na semana que vem, sete desses profissionais serão contratados. Então, todo mundo quer ganhar esse vale-presente. Vira uma pequena competição, uma boa competição”, continua Adilson Espírito Santo.

“Acaba sendo bom para o funcionário, que tem uma oportunidade de indicar um amigo e ganhar por isso; e bom para o lado da empresa, que tem o comprometimento de quem indicou e um pouco de passado dessa pessoa”, afirma o diretor de vendas Marcelo Boriero.

As novas vagas que surgem a cada ano são preenchidas até por profissionais de outras áreas. Maíra Barbosa se formou em engenharia química, mas o primeiro emprego foi em TI.

“Eu nem sabia o que o pessoal da área de informática fazia, sempre foi uma coisa muito distante para mim. Até para instalar um programa eu pedia para alguém fazer para mim. Eu não gostava muito de computador. Só quando eu comecei mesmo a trabalhar e aí cada aprendizado era uma conquista. Isso foi me incentivando muito a continuar na área”, conta a engenheira.

“Hoje a gente busca muito um profissional que tenha uma versatilidade grande. A gente até brinca que é mais importante ele ter um conhecimento do negócio, uma vivência, uma visão do que conhecimento técnico propriamente dito. Ao técnico você consegue rapidamente ensinar”, afirma o diretor de vendas Marcelo Boriero.

Quem já conhece o mercado aproveita. “Esse ano recebi três propostas que eu considero bastante interessantes. O mercado está bastante aquecido, bastante comprador”, conta Marcelo Boriero.

“Hoje é uma época que o funcionário tem uma chance boa de escolher um bom emprego e uma chance boa de exigir da empresa uma atenção com ele. Isso, sinceramente, eu acho até saudável”, avalia o diretor-geral da Chemtech, Luiz Eduardo Rubião.
 
Fonte: Braconcursos / g1

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