Saiba como as aparências enganam na hora de saber se alguém tem DST ou não. Previna-se!

As pessoas se conhecem, simpatizam entre si, rola uma atração e na hora do “vamo ver”, pensam que pessoas legais não têm DSTs. É o velho “olhômetro”. Mas será que dá para fazer o “teste” da Aids apenas pelo olho? Claro que não.

Em tempos de aids, transar com camisinha não significa chamar o outro de infiel, promíscuo, nem de se apresentar como tal. Ao contrário. É pessoa antenada com os tempos modernos. É sinal de ética, responsabilidade, solidariedade, delicadeza, respeito, prova de amor. Quem ama cuida e se cuida.

Na verdade esse tipo de teste é muito comum, as pessoas apenas “imaginam” que o outro possa não ter doença alguma, porque é bonitinho, diz coisas legais, jura de pé junto que toma cuidado, mas enfim, não dá pra confiar. A DST não quer saber de nada disso, transou sem camisinha já corre o risco de pegar, basta uma vez. E lembrando que há diversas outras maneiras de se contrair um vírus HIV.

Você diria que o uso de camisinha, ou preservativo, é dispensável quando:

1) Parceiro (a) é de boa família?
2) Parceiro (a) teve poucas (os) namoradas (os)?
3) Garoto (a) é de boa família, bem-educado (a)?
4)  Garoto (a) tem alto nível social, cultural e econômico?
5) Garoto (a) é “supergato(a)” sofisticado(a)?
6) É amigo (a) da turma, colega de trabalho?
7) Se tem parceiro (a)  fixo (a)?

Não se baseiem por nada disso. O “teste” do “olhômetro” é furadíssimo, não caiam nessa, se cuidem e se previnam.

livro Saúde — A hora é agora, capítulo Relacionamento,  explica por quê. Vejam:

1) As aparências enganam. Bastaria ficar na sala de espera da Casa da Aids para atestar isso: garotas lindas, que poderiam ser modelos, e donas de casa exemplares; professores(as), engenheiros(as), advogados(as) e executivos(as), que diariamente cruzamos em bares, festas, cinema, reunião familiar, encontro de negócios; vovôs e vovós – eles têm vida sexual, sim! –, que volta e meia vemos contando histórias para os netos.

Ou seja, o “teste” visual é completamente furado. Portadores do HIV podem ficar dez anos, em média, sem sintomas, muitas vezes desconhecendo a própria contaminação e passando o vírus para os seus parceiros sexuais.

2) O HIV, como os germes causadores das demais DST, é absolutamente democrático. Ele não tem preconceitos de classe socioeconômica, raça, religião, idade, sexo, nível cultural, educacional ou padrão estético.

3) O HIV também não se importa se a pessoa gosta ou não da outra. O que o vírus da aids quer é continuar vivo. Para isso, passa de um parceiro a outro, e em poucos segundos. Basta um estar infectado e transar sem camisinha. O amor não protege ninguém desse risco.

4) O HIV é transmitido de homem para mulher, de mulher para homem, de homem para homem e de mulher para mulher. Atualmente a proporção de novas infecções em mulheres e homens é quase igual. “A aids hoje tem a cara da população do Brasil”, compara Castilho. Portanto, quem ainda acha que aids é doença de homossexuais, prostitutas e usuários de drogas corre o risco de ser “atropelado” pelo HIV a qualquer instante.

5) Embora vivamos numa sociedade que prega a monogamia, a vida é diferente. Bom seria que as pessoas fossem eternamente apaixonadas e felizes com um(a) único(a) parceiro(a). Mas isso é irreal. Assim como é impossível o Ministério da Saúde decretar: está proibido “pular a cerca”! Quem vai seguir a recomendação? Você pode falar por você. E pelo(a) parceiro(a)? Quem tem certeza de que o(a) seu (sua) nunca vai traí-la(o)?

6) Quando você faz amor, o(a) parceiro(a), mesmo que seja fixo(a), não é a sua única “companhia”. Transam junto os ex e as ex de ambos. Ou seja, o passado e o presente. E, aí, como ter certeza de que nenhuma dessas pessoas viveu situações que possam ter facilitado a transmissão do HIV, como drogas injetáveis, transfusão de sangue e sexo com portador do vírus?

“Na verdade, não existe mais grupo de risco”, garante a assistente social Susan Marisclaid Gasparini, do grupo de prevenção da Casa da Aids do HC-SP. “Atualmente, todos nós que temos vida sexual ativa somos vulneráveis ao HIV e às outras DST se não usarmos preservativo. Inclusive quem só ‘fica’.”

Tem mais. Não dá para tapar o sol com a peneira. A experiência de psicólogos, psiquiatras e terapeutas sexuais mostra que parte dos casais, incluindo as mulheres, tem relações extras. Assim, supondo que você ou seu (sua) parceiro(a) dê uma escapada com uma (um) colega de trabalho – que, por sua vez, tenha outro(a) parceiro(a). No mínimo, já são quatro transando.

“Logo, o ideal é usar camisinha em todas as relações sexuais – oficiais e extraoficiais”, assegura a médica Eliana Battaggia Guttierrez, diretora da Casa da Aids do Hospital das Clínicas de São Paulo e infectologista da Divisão de Moléstias Infecciosas da mesma instituição. “É mais eficaz e seguro para todos. De quebra, ajuda a reduzir a epidemia.”

Anitamulher

*com informações de http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/201012023763/Nosso-pais/aids-as-aparencias-enganam-o-hiv-e-democratico.html

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