Quanto maior a sensação de raiva, maior o risco de arritmias cardíacas graves

Os pesquisadores da universidade de Yale (Estados Unidos) constatam através de estudo,  que alterações elétricas do coração induzidas pelo sentimento de raiva, podem desencadear arritmias cardíacas graves.

Foram avaliados 62 pacientes, portadores de doença arterial coronariana ou miocardiopatia dilatada, e submetidos a um implante de um desfibrilador automático, aparelho que identifica arritmias cardíacas graves e as trata imediatamente com um choque elétrico.

Todos os pacientes foram submetidos ao exame de Holter (monitorização eletrocardiográfica contínua), enquanto realizavam um exame de estresse mental, que consistia em lembrar de fatos que causavam um sentimento de raiva.

A presença de alternância elétrica da onda T, anormalidade elétrica do coração associada ao surgimento de arritmias cardíacas, relacionou-se com os momentos de sensação de raiva durante o teste de estresse mental.

Após o seguimento médio de 37 meses, 16,1% dos pacientes que tiveram alguma arritmia cardíaca grave,  necessitando de um choque elétrico pelo desfibrilador.

Quando os pesquisadores compararam os pacientes que tiveram uma menor alternância da onda T, com aqueles com maior alternância desencadeada pela sensação de raiva, os últimos aprsentavam uma risco muito maior de ter uma arritmia grave a cada ano (33% versus 4%).

Os autores do estudo comcluíram que a alternância elétrica da onda T, induzida pela sensação de raiva, aumentava o risco anual de uma arritmia cardíaca grave e a necessidade de choque elétrico pelo desfibrilador.
Fonte: JACC | Medimagem

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