Infarto entre os jovens aumentam em até 50% devido ao consumo de drogas e cigarro

Um dos grandes responsáveis pelo crescimento no número de infarto entre jovens no mundo, deve-se ao fato do alto consumo de drogas. Especialistas debateram, esta semana, as peculiaridades do infarto em jovens durante o XXXI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Associado ao grande número de fumantes e obesos com menos de 50 anos, o aumento no consumo de drogas como cocaína e anfetamina provocou uma explosão nos óbitos por infarto agudo do miocárdio em pessoas nessa faixa etária, segundo os especialistas.

“Remédios para combater a hipertensão, por exemplo, utilizados por pacientes comuns não podem ser ministrados para quem consome drogas”, explica o cardiologista Rui Ramos. Ele acrescenta que o betabloqueador – utilizado no pós-infarto, ou no tratamento de angina, arritmias e certas formas de tremores – também é proibido para usuários de drogas.

De acordo com o cardiologista, nos Estados Unidos, o consumo de anfetaminas, como o ecstasy, também está em crescimento. “Assim como a cocaína, esse tipo de droga ilícita aumenta de 40% a 50% o risco de uma pessoa desenvolver problemas nas coronárias, principalmente a aterosclerose – que é o endurecimento ou obstrução da artéria. A consequência é, na maioria das vezes, o infarto”, destaca o especialista.

O quadro é ainda mais grave quando o paciente possui familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce. “Alguns estudos revelam que 92% dos jovens que sofrem infarto são tabagistas. Cerca de 40% deles possuem familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce e 65% apresentaram distúrbios da glicose”, revela Ramos.

O especialista lembra que o vício em geral, como o álcool e o tabaco, é um veneno adicional para o coração, e os jovens devem ser orientados em relação a esses riscos. O álcool potencializa em três vezes o efeito maléfico da cocaína. Já o tabaco eleva o risco de infarto em 300%.

“O jovem acha que é imortal e, quando percebe o dano que causou à própria vida, muitas vezes, é tarde demais. Temos que ser duros e realistas na conversa com eles e colocar que o tabaco e as drogas ilícitas causam inúmeros problemas, inclusive a disfunção erétil”, explica o cardiologista.
Fonte: DOC Press Comunicação / medimagem

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