Cirurgia de redução de estômago: entenda as etapas antes de encarar a cirurgia

Cirurgia de redução de estômago ou cirurgia bariátrica, é o que buscam as pessoas que atingiram um excesso de peso tão severo, que os quilos a mais deixam de ser problema estético e se tornam um grave risco para a saúde. Pelo menos 3% da população brasileira acima de 18 anos sofre de obesidade mórbida, de acordo com dados da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).
Para os pacientes que integram este grupo, a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de redução do estômago, pode representar um alívio. Mas é preciso ultrapassar várias etapas antes de encarar o centro cirúrgico e colher os frutos na balança. O cirurgião Alexandre Santos, do Hospital Prontomed, explica que o procedimento só é indicado para pessoas que apresentam um índice de massa corpórea (IMC) superior a 40: “Além disso, é necessário que a obesidade já esteja estabilizada há pelo menos dois anos e não se mostre controlável através de dietas e exercícios físicos”, diz. Segundo a SBCBM, pessoas com IMC entre 35 e 40 também podem se submeter ao procedimento, desde que apresentem comorbidades, como doenças cardíacas, diabetes, dentre outras.

“O pós-operatório de uma cirurgia de redução de estômago é bastante delicado, já que o paciente terá que aprender a se relacionar de uma maneira totalmente nova com a sua alimentação. Quem faz uma cirurgia como essa precisa restringir a quantidade de alimentos e aprender a conviver pelo resto da vida com uma nova dieta”, frisa Santos. “Por isso é tão importante realizar um pré-operatório correto, com análise das condições físicas e emocionais do paciente antes que ele se submeta à cirurgia”, complementa o médico.

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Nos casos em que o indivíduo engorda para poder se submeter à redução do estômago, a recuperação no pós-cirúrgico seja ainda mais difícil. Afinal, se o paciente passou os últimos meses antes da cirurgia aumentando a ingestão de alimentos, quando tiver que diminuir drasticamente o consumo após a cirurgia terá muita dificuldade. Sair da compulsão excessiva para uma situação de controle é extremamente difícil e muitas vezes a pessoa pode voltar a engordar ou apresentar outros transtornos psicológicos.

Além da ansiedade que o obeso tem de emagrecer, existe outro fator que influencia esta decisão: o financeiro. Segundo Carlos Haruo, em cinco ou seis anos, o gasto que o obeso tem com o tratamento convencional paga o valor da cirurgia. Por isso, tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto os convênios médicos autorizam a operação nos casos mais sérios.

Fontes: medimagem e saudeesportiva.com.br

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