A guarda dos filhos em uma separação

Ainda hoje existe a crença de que a guarda dos filhos, em 99% dos casos, deve ser dada à mãe. Para o outro cônjuge, o que resta são as visitas com dias e horas marcadas.

A justificativa para tal fato, é que a criança pode sofrer dificuldades em lidar ou se adaptar aos diferentes modelos de educação oferecidos pelos genitores, agora separados. Portanto, para ter uma formação coerente e adquirir tal unidade ela deve ficar mais tempo com um dos genitores, geralmente a mãe.

Mas como fica o exercício da paternidade?

Alguns estudos provam que a criança sofre muito mais por ser privada da presença e afeto de um dos seus genitores do que com as diferenças nos modelos de educação que lhes possam ser oferecidos.

Freqüentemente, o que acontece é uma confusão entre “guarda” e idéia de poder. Aquele que tem a guarda “pode mais” e, nesse sentido, o filho vira um objeto de disputa e ataque ao ex-cônjuge e não se dão conta de que esse ataque está direcionado ao objeto de disputa: o próprio filho.

Vale lembrar, que essa luta de poderes acontecem com muitos casais ainda unidos. Muitos não vivem bem e disputam o amor de seus filhos o tempo todo para mostrar ao outro quem tem a razão.

Quando essa idéia de poder é instituída, os filhos sofrem por acreditarem ter que se posicionar de um ou do outro lado. Sentem uma grande dificuldade em fazer isso, já que as duas figuras são importantes e pensam que tomando partido de um perderá o amor do outro.

Mas então, qual seria a saída para esses casos?

Hoje, existe a chamada “Guarda Compartilhada”. Ela tem por objetivo garantir a presença das figuras materna e paterna na vida do filho. Trata-se de uma divisão responsável entre os ex-cônjuges na educação e convivência com os filhos depois da separação.

O pai deixa de ser exclusivamente “o homem da pensão alimentícia”, afinal de contas o seu papel vai além e é tão importante quanto o da mãe.

Na realidade, é essencial a compreensão de que após uma separação, os pais continuam sendo pais de seus filhos e nada mais natural que continuar dividindo as responsabilidades e prazeres que os filhos oferecem.

“Se durante a vigência do casamento os pais são responsáveis pela educação e o cuidado dos filhos, não será a separação conjugal que deverá acarretar alterações nesta relação”. (Denise M. P. da Silva)

Por Mara Patrícia Sarti

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