Fina Estampa: Baltazar é preso por agredir Celeste. O que fazer em casos de violência contra a mulher?

Em Fina Estampa o clima é tenso. Baltazar (Alexandre Nero) tenta matar a mulher, mas Crô (Marcelo Serrado) luta com o motorista para tentar impedí-lo, enquanto Solange (Carol Macedo) e Vanessa (Milena Toscano) chegam ao local com a polícia. “Ele queria matar minha mãe!”, diz a filha de Celeste.

Rendido, Baltazar tenta se justificar: “Isso é discussão de marido e mulher. Vocês não têm mais o que fazer? Cheio de bandido por aí…”. Mas os policiais não dão brecha para o motorista e o algemam. “Você está preso em flagrante. Crime de lesão corporal com violência doméstica contra a mulher”, anuncia um dos oficiais.

Antes de entrar na viatura, o empregado de Tereza Cristina (Christiane Torloni) lança um olhar de ódio e ameaça se vingar de Celeste e Crô, que não se deixa abater. “Agora a gente está livre! Até que enfim!”, comemora Solange.

 

Depois do tumulto, Celeste corre para casa e liga para Griselda, que aconselha a amiga a denunciar o marido. “Baltazar quase te matou, mulher. Tu não pode deixar por isso mesmo e permitir que o pulha continue impune até a próxima!”, diz a portuguesa, enquanto a comadre ainda está na dúvida.

As cenas vão ao ar a partir de terça-feira, 25 de outubro.

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Violência contra a mulher

Infelizmente esse é um caso que acontece muito na vida real, poucas mulheres têm a coragem de denunciar seu agressor, isso envolve diversos sentimentos por parte da mulher, medo, depressão, amor, auto-estima baixa, etc. Mas quem sofre assim com violência contra a mulher dentro de casa sabe que pode se defender apesar de todas as ameaças do agressor, antes a ameaça do que o crime de assassinato de fato, como ocorre também em boa parte dos casos.

Veja vídeo dos atores da novela “Fina Estampa”, falando sobre o tema vivido por seus personagens (Domingão do Faustão –exibido em 16/10/2011).

Serviço: Apoio à mulher

Lei Maria da Penha – A lei Maria da Penha alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres, no âmbito doméstico ou familiar, sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores não podem mais ser punidos com penas alternativas e a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida.

Centros de auxílio – No Brasil existem 190 Centros de Referência (atenção social, psicológica e orientação jurídica para mulheres agredidas); 72 Casas Abrigo para mulheres que sofreram violência dentre de casa; 466 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher; e 93 Juizados Especializados e Varas adaptadas.

Denúncia – Além das delegacias e casas abrigo, as mulheres também podem contar com um serviço telefônico 24 horas criado em 2006 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. É a Central de Atendimento à Mulher. Para denunciar, ligue 180 de qualquer telefone fixo ou móvel do Brasil.”

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