Filme “Bruna Surfistinha” é a segunda maior estreia e arrecadou R$ 4,2 milhões

“Bruna Surfistinha”, filme de Marcus Baldini sobre uma garota de classe média que se torna prostituta, marcou a segunda maior abertura do ano em bilheteria e público no Brasil.

Exibido em 342 salas, o longa teve 400.412 ingressos vendidos e arrecadou R$ 4,2 milhões em seu fim de semana de estreia. As informações são do site Filme B.

Com esses números, “Bruna Surfistinha” fica atrás apenas da animação “Enrolados“, da Disney. A adaptação da história da Rapunzel registrou bilheteria de R$ 7,6 milhões em sua estreia, com mais de 632 mil espectadores.

Entre as maiores aberturas do cinema nacional desde a retomada, “Bruna Surfistinha” aparece em sétimo lugar. A lista é liderada por “Tropa de elite 2“, de José Padilha, que alcançou público de 1.309.324 em sua estreia, com exibição em 703 salas.

O longa com Deborah Secco é baseado na história real da garota de programa Rachel Pacheco, autora do best-seller no qual o filme se baseia. Drica Moraes e Cássio Gabus Mendes também estão na produção.

Ranking

“Bruna Surfistinha” conquistou a liderança na lista dos mais vistos da semana, seguido do documentário “Justin Bieber: Never say never“, outra estreia da última sexta-feira (25), que atraiu cerca de 163 mil espectadores.

A aventura “Besouro verde“, que ocupava o primeiro lugar na semana anterior, desceu para o terceiro com público de 137 mil, seguido do oscarizado “Cisne negro“, com Natalie Portman, que teve cerca de 126 mil ingressos vendidos.

O Filme

O filme conta a história da garota de programa que ficou famosa na internet, começa com imagens gravadas com uma webcam. Deborah Secco surge como a personagem-título adolescente, vestindo apenas uma camiseta e dançando de forma sensual para internautas. O vídeo prenuncia o que vem por aí: será uma das poucas vezes que veremos a atriz de roupa na tela nos próximos cem minutos.

Sim, as cenas de sexo são muitas e são ousadas. A protagonista aparece de frente, de costas, de pé, deitada, sempre a um passo do nu frontal, realizando toda sorte de taras de seus clientes, que são muitos. Porém, o erotismo se mistura ao drama em proporções iguais, e a direção de Marcus Baldini consegue provocar sem abrir mão do bom gosto, com cenas no início que até lembram o clássico “A bela da tarde”, de Luís Buñuel.

Na trama, a protagonista Raquel – que mais tarde adota o codinome Bruna Surfistinha – é uma paulistana de classe média de 17 anos. Pressionada entre a incompreensão da família e a hostilidade dos colegas no colégio, ela decide fugir de seu confortável lar, com seu bichinho de pelúcia debaixo do braço, para buscar abrigo em uma casa de prostituição.

Começa aí a carreira da garota de programa que acabou virando uma espécie de celebridade da internet e que no longa-metragem é transformada em uma espécie de heroína adolescente.

Fonte: G1

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