Fugindo da rotina: a novidade faz nosso cérebro liberar endorfina

Em um relacionamento estável, às vezes é preciso procurar sempre novas maneiras de desfrutar aquele amor para que o casal não se renda à rotina. Essa é uma das principais causas de términos de relacionamentos, o casal não sabe como lidar com a monotomia e acaba confundindo as coisas, chegando a achar até que o amor acabou.

Aquela paixão de inicio de namoro que dá gás e deixa qualquer um nas nuvens, acaba, como nós sabemos, mas há muitas maneiras de fugir da rotina e alimentar a chama desse relacionamento, basta o casal estar disposto e querer.

Bom, não pretendo fazer uma lista do que pode ser feito para derrubar a rotina e atiçar a relação, mas para quem deseja algumas dicas, aí estão:

Reacenda sua paixão saindo um pouco da rotina

Relacionamento em crise: Como superar?

O objetivo desse artigo é dizer o quanto a busca por novas sensações é importante para nós, nosso cérebro principalmente. É o que diz várias pesquisas conduzidas na Universidade do Estado de Nova York em Stony Brook, nos Estados Unidos. Que desfrutar de algo inabitual e prazeroso, como por exemplo viajar para um belo lugar e diferente do que se costuma ir, fazer passeios variados, provar novas sensações e novos sabores, ativa no cérebro uma área que os especialistas resolveram chamar de sistema de recompensa.

A sensação do diferente, a novidade em si, faz a massa cinzenta do nosso cérebro liberar dopamina, endorfina e norepinefrina, as substâncias intimamente envolvidas no nosso estado de humor, nos deixando bem humorados e felizes. São elas também que predominam na corrente sanguínea quando a gente, logo após engatar uma relação, passa por aquela fase de muita paixão, onde tudo são flores e vivemos com uma sensação enorme de bem estar.

Os cientistas americanos chegaram à conclusão de que pitadas de novidade favorecem os programas a dois e mantêm acesa a chama amorosa, devido a experimentos como aquele, por exemplo, em que avaliaram o relacionamento de 53 casais de meia-idade. Em um primeiro momento, os parceiros tiveram de responder a um questionário destinado a mensurar a qualidade do seu envolvimento. Depois, todo esse pessoal foi dividido em três grupos. A um deles coube realizar atividades que consideravam prazerosas, como jantar fora. A segunda turma, por outro lado, foi incentivada a ousar, dedicando 90 minutos semanais a algo que agradasse ao par. Mas esse algo tinha de ser completamente inédito para ambos — valia desde ir à estreia de uma peça a assistir a um concerto. Os demais participantes não tiveram de fazer nada em especial. Depois de dez semanas, todo mundo voltou a responder  perguntas sobre a vida em comum. A satisfação conjugal foi maior entre quem se permitiu uma escapada noturna diferente do convencional.
É preciso vier o inesperado, é muito estimulante para a relação e o nosso cérebro está sempre aberto a novos desafios, sensações e conhecimentos. Para ativar seu sistema de recompensa, necessitamos de um estímulo, que pode estar relacionado a um dos nossos cinco sentidos: olfato, tato, paladar, audição e visão. É por essa razão que a noite a dois pode ser tão variada, permitindo desde o cineminha até uma massa saborosa preparada em casa. No final das contas, todas essas informações são processadas pelo sistema límbico, área cerebral responsável pela regência das emoções e que é composta de estruturas como o hipocampo e a amígdala.

Se você está satisfeito emocionalmente, toso seu corpo se beneficia disso. O organismo passa a diminuir a secreção de hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina, os músculos, então, ficam menos tensionados, afastando chateações como dores de cabeça ou nas costas. E como resultado disso, conseguimos tomar decisões e pensar com mais clareza.

Mas, como nada em excesso é bom é necessário da um intervalo à sensações, pois aquele duo hormonal passa a ficar em alta constantemente, fazendo o coraçãotrabalhar em ritmo acelerado, então a pressão arterial dispara e os quilos extras muitas vezes passam a se acumular em uma velocidade impressionante. E a pólvora do nervosismo nem precisa de pavio para explodir. Dessa forma, não é de espantar que muita gente fique à mercê de um piripaque, na saúde e nos relacionamentos.

É certo que fugir dos encontros rotineiros a dois pode ser uma boa. No entanto, nem todo mundo é adepto das mudanças, existem pessoas que gostam de se sentir em ambientes familiares, saber o que os espera. O casal deve buscar o novo, mas sem deixar de conciliar seus prazeres. Quando estamos solteiros, pensamos só em nós, nas nossas vontades. Mas, em um relacionamento, é necessário pensar ao mesmo tempo de forma individual e coletiva, tentando encontrar o que agrada a ambos.

Não é preciso fazer uma grande viagem para reavivar a relação”, acredita o especialista. “O segredo também está em buscar o desconhecido nas pequenas ações, e reconquistar o parceiro ou a parceira diariamente, seja com um gesto, um olhar, seja com um diálogo atencioso.

Então fica a dica, não é preciso fazer uma grande viagem, ou coisas extremas que não estão dentro da realidade do momento e nem viver grandes aventuras todos os dias. Vale a pena o casal redoscobrir prazeres nas pequenas ações, a procura de reconquistar o outro diariamente, com uma simples atitude, um gesto delicado, um carinho, um olhar, um diálogo, um agrado, pode garantir bons momentos.

Redação Anita Mulher, com informações de saude.abril

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